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A regra número 1 da vida (e do Marketing Digital)

Talvez você nunca tenha lido, mas tenho certeza de que já ouviu falar do famoso “Como fazer amigos e influenciar pessoas”. Em 1936, Dale Carnegie publicou um compilado de lições que são valiosas até hoje. A regra número 1 da vida, também vale para o Marketing. Se você ainda não leu, acho que vai procurar um exemplar assim que acabar de ler este artigo.

Opa, não, este não é um texto sobre Dale Carnegie. Na verdade, hoje, vou falar da época em que eu ainda era uma redatora estagiária. Mas por que você iria querer saber essa história? Por que isso importaria para você, leitor? Eu até gostaria que a realidade fosse diferente, mas a verdade é que nós nem nos conhecemos.

A minha história só interessa porque, provavelmente, ela vai trazer algum conhecimento e alguma mudança na sua vida. Se este artigo não agregar nada, não provocar uma transformação (por menor que seja), você vai abandonar a leitura antes do ponto final. Eu sei, é assim que as coisas são (na vida e no marketing). Tudo o que posso dizer nesse momento é: leia até o final, vai valer a pena (ou não).

Foto: Jose Fernandez – editada

Interesse-se, verdadeiramente, pelas pessoas

Aos 15 anos, encontrei o livro do Carnegie na estante de casa. Não sei se alguém já tinha lido (provavelmente não), mas algo no título chamou a minha atenção. Para falar a verdade, o livro é cheio de exemplos que embasam os princípios do autor. Porém, não temos prova nenhuma de que aquelas situações são reais.

Por exemplo, Carnegie conta uma história de Roosevelt. Aparentemente, ele era uma pessoa extremamente sensível e preocupada com todos ao seu redor. É claro que, hoje, não podemos verificar essas informações. Mas  o He-man nunca existiu e as lições de cada episódio eram coerentes.

Então, por que raios eu estou falando de um livro muito velho e cheio de histórias (possivelmente fictícias)? Porque elas são o ponto de partida para quem quer se comunicar na Internet (saiba mais sobre produção de conteúdo aqui).

O ser humano tem uma característica em comum: o ego. Um estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) demonstrou que quando você fala sobre si mesmo, o seu centro cerebral do prazer é ativado. E, no geral, todo mundo adora contar as próprias histórias! Sabe o que pouca gente gosta? Ouvir você falando de si mesmo sem parar.

Dale já sabia disso e colocou esse princípio em seu livro (de onde eu roubei este subtítulo). Nessa selva do “eu”, nos surpreendemos com pessoas que se interessam, verdadeiramente, pelo outro. Ao escrever seus posts, você está escrevendo sobre você ou sobre o outro? Eu já sei o conteúdo deste artigo (acabei de escrevê-lo), mas imagino que você não saiba. Não é sobre mim, é sobre você e a transformação na sua vida.

Fale sobre assuntos que interessem à outra pessoa

Se o título deste artigo fosse “A primeira vez que li Dale Carnegie”, você, provavelmente, teria pensado (who cares) e nem teria se dado ao trabalho de abrir. É que ninguém liga para as minhas descobertas literárias. Mas “A regra número 1 da vida”, bom… você vai querer, no mínimo, confirmar se é o que está pensando.

Esse é o quarto princípio de Como fazer amigos e influenciar pessoas e, neste texto, é a base que nos leva à regra número 1. Se você se interessa, verdadeiramente, pelas outras pessoas, você pode falar sobre coisas relacionadas à vida delas.

Dale dá um exemplo, ele diz que essa espinha aí no seu rosto é um assunto muito mais interessante do que o vulcão que pode entrar em ebulição e inundar as cidades do Nordeste (a não ser que você more em uma dessas cidades).

Calma, eu não acho que você é uma pessoa ruim (nós nem nos conhecemos, lembra?). É, meramente, uma questão de prioridades. Não há nada que você possa fazer a respeito do vulcão, talvez você ainda esteja pensando “o que vulcões e inundações tem a ver?” (dica: tsunami). Mas, a questão da espinha… essa você pode resolver agora mesmo!

Se eu falar sobre assuntos relevantes para sua vida, provavelmente, você vai seguir meu site (me dá esse biscoito, vai?) e, quiçá, a gente até se conheça um dia. Mas isso só vai acontecer se meu conteúdo fizer alguma diferença. Quando falamos em transformação, tem gente que pensa que é sobre provocar mudanças comportamentais avassaladoras, te deixar mais rico ou, quem sabe, mais bonito. Não precisa ser assim, se você se divertir durante esta leitura, já considero um bom resultado.

Regra número 1 da vida: Seja um bom ouvinte

Um cervo atento tem suas orelhas voltadas para frente
Foto: Magda Ehlers – editado

Saber ouvir é um fundamento de vida e, também, de Marketing Digital. A verdade é que a vida anda tão corrida e tão insana que tudo o que as pessoas querem é um ouvido amigo para desabafar. Nem sempre seus amigos querem conselhos transcendentais ou lições sobre o que está errado, na maioria das vezes, eles só querem pôr pra fora. Escute.

Isso também vale para o Marketing Digital. Eu tive uma supervisora no estágio que falava muito sobre o produto. Todos os anúncios que ela escrevia eram sobre os benefícios da marca, o preço, o design… Quando os resultados da campanha voltavam, ela se negava a aceitar que a copy era o problema. Sabe por quê?

Ela não estava interessada nas pessoas, ela não queria falar sobre coisas que eram interessantes para o público e, pior de tudo, ela não sabia ouvir.

Uma escova de dentes não é um monte de cerdas revolucionárias que não machucam a gengiva e acabam com o mau hálito. Uma escova de dentes cuida do seu sorriso para que você possa conquistar a pessoa amada.

Na vida, assim como no Marketing Digital, precisamos ouvir. Marketing não é sobre o produto e a rede social da sua loja não é sobre você, é sobre o público. Uma campanha de sucesso é como um bom amigo, se interessa, fala sobre temas em comum e está disposto a escutar sempre. Se você é como eu, deve estar se lembrando da sua avó: “sabe por que você tem duas orelhas e uma boca?”. Ahhhh! Vovó, quanta sabedoria!

Se você gostou deste artigo, leia também Marketing de Conteúdo.

Obrigada por ler!

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Lori Sato

Redatora, escritora viajante, canceriana (por isso o sentimentalismo) e good vibes. Adoro um textão (ler e escrever). ~ A vida é sobre estar, testar e (claro) textar.