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Uma vida efêmera no balanço do vai e vem

Era uma da tarde, sexta-feira, e um calor de 30 graus que eram sentidos como o ápice do verão. Se eu não tivesse dado uma olhadinha no celular para ter certeza, podia jurar que fazia 40!

Também não é bem verdade que era o ápice do verão porque, afinal, já passou o carnaval. Mas era o meu dia de folga, fazia sol e o vento que entrava pela janela parecia aquela baforada na cara que a gente leva quando abre o forno para ver se o bolo está pronto.

O acesso aos mapas e aos guias de navegação facilitou muito a nossa vida, disso eu não tenho dúvidas. Mas, olhar o mapa na tela do celular faz tudo parecer mais fácil. A praia estava logo ali embaixo, o mapa traçou uma linha de uma polegada (no máximo). 

Na vida real, isso significava uma hora e pouco de viagem. Viagem? Eu só ia ali, no Sul da ilha, curtir uma tarde de praia.

Três da tarde, já estava com o carro devidamente estacionado, canga na mão e mochila nas costas. Uma quadra de caminhada (não anotei onde era a entrada/saída) e já estava fazendo buraco pra plantar o guarda-sol e estender a canga.

Brisa, sinfonia marítima, sombra e água fresca. A vida é boa. 

O mar, convidativo, estava calmo. Não sei se era uma característica do lugar ou sorte do dia (sorte porque não sei surfar). Já estou acostumada com água gelada, mas até que estava quente. Entrei.

O mar tem um poder de nos fazer esquecer da vida. O balanço das ondas, a gente fica ali, sendo guiado pelo poder da natureza. Vai e vem, mergulha, bóia. Às vezes, toma um tapinha nas costas de uma onda mais forte. Arruma o biquíni, tira o cabelo dos olhos, sente um gostinho de sal na boca.

Vai e vem. Puxa e solta. O Sol queima, volta e meia ele se esconde, mas sempre volta a brilhar intensamente.

Na areia, só o barulho do mar. E a gente olha para aquela imensidão, hipnotizado. Uma hora, duas, três. Vai e vem.

O Sol pinta o céu com cores diferentes. Era azul, agora já é laranja, vejo uma borda mais pro rosa. 

E o mar vai e vem.

Alguém liga uma música. Não conheço. Não faz mal. Tudo é efêmero.

Tudo vai e vem.

Deito. Um céu cheio de nuvens que vão, só vão. 

Mas o mar, vai e vem.


Para quem não sabe, minha carreira de escritora começou com as crônicas. Amo ler uma boa crônica e, se achou que parece com o estilo de alguém, é porque nós exalamos nossas referências. Espero que você tenha gostado!
Vou deixar aqui um artigo bem legal, ainda nessa pegada de efêmeros: O que é slow travel? A viagem sem pressa.


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